Manifestações da Cultura Tradicional Brasileira: Futebol

Manifestações da Cultura Tradicional Brasileira: Futebol

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Ilustração “Futebol”, da série “Manifestações da Cultura Brasileira.
Copyright Lu Paternostro. Proibida cópia, uso ou reprodução desta imagem sem a autorização da artista.

E novamente ele chegou
Com inspiração 
Com muito amor, com emoção, com explosão em gol
Sacudindo a torcida aos 33 minutos
Do segundo tempo
Depois de fazer uma jogada celestial em gol

Tabelou, driblou dois zagueiros
Deu um toque driblou o goleiro
Só não entrou com bola e tudo
Porque teve humildade em gol

Foi um gol de classe onde ele mostrou
Sua malícia e sua raça
Foi um gol de anjo um verdadeiro gol de placa
Que a galera agradecida assim cantava

Foi um gol de anjo um verdadeiro gol de placa
Que a galera agradecida assim cantava

Fio maravilha, 
Nós gostamos de você
Fio maravilha, 
Faz mais um pra gente ver

Fio maravilha, 
Nós gostamos de você
Fio maravilha, 
Faz mais um pra gente ver

Fio Maravilha
Jorge Bem
Música e poesia

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O futebol é um dos esportes mais antigos e populares do mundo, praticado em centenas de países por ser fácil, simples e pode-se jogar em qualquer lugar. É difícil prever sua origens, mas pode-se encontrar resquícios do jogo em vários países.

No Brasil, 1894 é considerado o início oficial do futebol. Charles W. Miller, nascido no bairro paulistano do Brás, foi para a Inglaterra e trouxe uma bola de capotão e um conjunto de regras, sendo considerado o pai do futebol no Brasil.

O primeiro jogo realizado no Brasil foi em 15 de abril de 1895 entre funcionários de empresas inglesas que trabalhavam em São Paulo, a Cia. Ferroviária São Paulo Railway contra os funcionários da Cia de Gás, o The Gaz Co. Miller atuou no time ferroviário. O jogo foi realizado num pedaço de terra na Várzea do Carmo.

No dia 19 de julho se comemora o Dia Nacional do Futebol.

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O futebol é um dos esportes mais antigos e populares do mundo, praticado em centenas de países por ser fácil, simples e pode-se jogar em qualquer lugar.

É difícil prever sua origens, mas pode-se encontrar resquícios do jogo em vários países.

Na China antiga, por volta de 3.000 anos a.C., após as guerras, os soldados formavam equipes para chutar os crânios dos inimigos derrotados. O jogo era um treinamento militar, com oito homens de cada lado. Com o tempo os crânios foram substituídos por uma bola de couro, revestida por cabelo. O objetivo era passar a bola de pé em pé, sem deixa-la cair no chão, levando-a para dentro de duas estacas fincadas no campo. O nome do jogo era Tsu-Chu.

No Japão antigo se jogava o Kemari, onde participavam pessoas da corte japonesa. Eram 16 jogadores num campo de 200 m2, de formato quadrado. Era proibido qualquer contato físico entre eles. A bola, que simbolizava o sol, era feita artesanalmente de fibra de bambu. 

Entre 900 e 200 a.C no México, o povo maia jogava um jogo que poderia utilizar os pés e as mãos. Seu nome era pok ta pok, cujo objetivo era arremessar a bola num furo  circular, localizada em meio de placas de pedra. O grupo que perdesse tinha seu capitão de equipe sacrificado. 

Já na Grécia os gregos criaram o Episkiros, onde soldados em número de nove por equipe, jogavam num campo retangular. Em Esparta, cidade grega, jogavam com quinze jogadores de cada lado, um campo bem maior e uma bola feita de bexiga de boi recheada de areia ou terra. Quando os romanos dominaram a Grécia conheceram o Episkiros, porém o tornaram muito violento.

Em 200 a.C., no Império Romano, aparece o Harpastum, descendente do Episkiros, um exercício militar, jogado em campo retangular, cuja partida poderia durar horas. A bola também era feita de bexiga de boi e se chamava follis. Com a conquista romana ele se espalhou para outras regiões como Europa, Ásia e Norte da África.

Na Idade Média há sinais de um jogo muito parecido com o futebol, mas bem mais violento. Os 27 jogadores jogavam em duas equipes: atacantes e defensores. Em suas regras eram permitidos chutes, pontapés, rasteiras e outros golpes. Jogadores morriam durante a partida.

Na mesma época, na Itália, o jogo mais parecido era o Gioco del Calcio ou Calcio Fiorentino, criado em Florença. O jogo tinha 10 a 12 juízes e a bola,[ podia ser impulsionada com as mãos e os pés. O objetivo era introduzir a bola numa barraca localizada em cada canto do campo. Como não tinha regras para o numero de jogadores, usava-se ter muitos juízes. Hoje o Calcio Storico Fiorentino é uma festa anual que acontece em cidades da Itália. Seus uniformes são parecidos com roupas medievais.   

Da Itália o futebol foi para a Inglaterra, no século XVII, onde ganhou regras sistemáticas e outra organização. O campo passaria a medir 120 por 180 m e nas suas duas pontas as traves retangulares levariam o nome de gol. Aqui a bola é de couro, cheia de ar. A nobreza o praticava.

No ano de 1848, uma Conferência em Cambridge criou um código unificado para os jogos de futebol e 20 anos depois, criou-se um personagem chamado guarda-redes, que ficaria na frente do gol, o único que poderia colocar a mão na bola, atualmente o goleiro. Com o tempo novas regras foram surgindo como o tempo do jogo, o pênalti, impedimento, etc. O  futebol foi se difundindo e se profissionalizando.

Em 1904 a FIFA – Federação Internacional de Futebol Association foi criada com a função de organizar o futebol no mundo todo como as copas do mundo e outros campeonatos.

No Brasil, 1894 é considerado o início oficial do futebol, ano em que Charles W. Miller, nascido no bairro paulistano do Brás, foi para a Inglaterra estudar aos nove anos. Lá tomou contato com o futebol e trouxe em sua bagagem uma bola de capotão e um conjunto de regras. Por isso é considerado pai do futebol no Brasil.

O primeiro jogo realizado no Brasil foi em 15 de abril de 1895 entre funcionários de empresas inglesas que trabalhavam em São Paulo, a Cia. Ferroviária São Paulo Railway contra os funcionários da Cia de Gás, o The Gaz Co. Miller atuou no time ferroviário. O jogo foi realizado num pedaço de terra na Várzea do Carmo.

Em 1902 a Liga Paulista de Foot-Ball organiza o campeonato paulista que é considerado a primeira competição oficial de futebol do Brasil. Em 1950 temos a primeira copa do mundo realizada no Brasil.

No dia 19 de julho se comemora o Dia Nacional do Futebol.

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Textos: OPY Comunicação Integrada
NOTA LEGAL: Proibida a reprodução total ou parcial sem autorização expressa dos autores

Manifestações da Cultura Tradicional Brasileira: Os Bois de Manaus

Manifestações da Cultura Tradicional Brasileira: Os Bois de Manaus

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Ilustração “Os Bois de Manaus”, da série “Manifestações da Cultura Brasileira. 
Copyright Lu Paternostro. Proibida cópia, uso ou reprodução desta imagem sem a autorização da artista.

É com o brilho da lua
Que o meu boi vai brincar
Com todas bonitas
E o povão a cantar

E a magia da floresta
O toque gostoso
Do meu boi bumbá

Boi Caprichoso vai remexer

O coração da galera azul e branca
Olé, olé, olá
Caprichoso acabou de chegar!

A Magia Da Floresta
Boi Caprichoso

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Eu irei, Andirá
Pelo rio Marau navegar
Garantido faz festa na ilha
Minha tribo eu quero levar

Eu vou que vou
Vou numa boa
Não tem despesa eu viajo de canoa
E já me vou é piracema
O meu hotel é de fazenda em fazenda

Eu irei, Andirá
Pelo rio Marau navegar
Garantido faz festa na ilha
Minha tribo eu quero levar

Vou viajando
Na pororoca não faço força
A correnteza me reboca
Vou ver meu boi
Boi Garantido
Ele é o mais lindo é o mais brioso
O mais querido

Eu irei, Andirá
Pelo rio Marau navegar
Garantido faz festa na ilha
Minha tribo eu quero levar

Andirá
Boi Garantido

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Boi de Parintins

O Festival Folclórico de Parintins, conhecido no mundo todo como uma das maiores celebrações culturais da América Latina, acontece no mês de junho, na cidade de Parintins, no estado do Amazonas.

O festival é uma grande festa popular, que acontece na última semana de junho, onde o ponto culminante é a disputa entre os dois bois folclóricos: o Boi Garantido, com as cores vermelho e branco, leva um coração na testa, e o Boi Caprichoso, com suas cores azul e branco, carrega na testa uma estrela como símbolo.

Uma curiosidade: um torcedor de um boi jamais fala o nome do outro boi referindo-se ao seu opositor pela palavra “contrário”.  

O Festival Folclórico de Parintins ocorre no mês de junho, começando no dia 24, dia de São João, e vai até o fim do mês.

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O Festival Folclórico de Parintins, conhecido no mundo todo como uma das maiores celebrações culturais da América Latina, acontece no mês de junho, na cidade de Parintins, no estado do Amazonas.

O festival é uma grande festa popular, que acontece na última semana de junho, onde o ponto culminante é a disputa entre os dois bois folclóricos: o Boi Garantido, com as cores vermelho e branco, leva um coração na testa, e o Boi Caprichoso, com suas cores azul e branco, carrega na testa uma estrela como símbolo.

Ao boi Garantido foram atribuídos muitos nomes carinhosos como “Boi da Promessa”, “Boi do Coração”, “Brinquedo de São João”, “Boi do Povão” e outros. O mais popular é “Brinquedo de São João”, de autoria de Lindolfo Monteverde, criador do boi. Lindolfo deu o nome de Garantido, pois dizia que nas brigas com os “contrários” seu boi nunca quebrava, “isso era garantido”.

O Caprichoso é considerado o “Guardião da Floresta”, do imaginário das lendas caboclas e dos povos indígenas. O seu nome representa as pessoas cheias de capricho, trabalho e honestidade. O Caprichoso seria um personagem extravagante e primoroso em sua arte.

A origem dos bois é controversa, pois até neste aspecto eles disputam, brigando para que um tenha sido criado antes do outro. Sabe-se que a brincadeira vem evoluindo desde o início dos anos 1900 e que em 1965 aconteceu o primeiro Festival Folclórico de Parintins, mas sem a participação dos bumbás. Porém a primeira disputa acontece no ano seguinte, perpetuando-se até os dias de hoje.

O festival é repleto de personagens, figuras gigantes e coreografias com muitos participantes e acontece num cenário grandioso, repleto de luzes teatrais, fogos de artifícios, efeitos especiais que atraem pessoas de todos os lugares do mundo.

Os personagens que fazem parte do festival são, em primeiro lugar, o próprio Boi Bumbá Evolução, o motivo de ser do festival. Esta figura tem de ser bem feita, ter leveza e os movimentos bem próximos de um boi real. A pessoa que o comanda e o produz é o Tripa ou Miolo do Boi.

 Junto ao boi encontramos o Apresentador, o mestre de cerimônias, que conduz o espetáculo e como narrador, faz a introdução às lendas e chama o boi; o Levantador de Toadas que, com sua voz vibrante e afinada, tem a missão de levar a toada durante toda a apresentação; o Amo do Boi, dono da fazenda, com seu berrante, chama o boi para bailar; a Sinhazinha da Fazenda, filha do amo do boi, que dança com graça saudando-o, com suas roupas exuberantes que representam a riqueza das sinhás dos tempos coloniais. Também temos a Cunha-Poranga, a mulher mais bela da tribo, uma entidade que representa a garra e o mistério das lendárias amazonas; a Porta-Estandarte, a personagem responsável por conduzir o símbolo dos bois em movimento. Ela deve ter vontade, alegria e desenvoltura na forma de girar, segurar o símbolo e dançar. Ele é a Rainha do Folclore que, com força mágica e sua rica indumentária, representa a beleza e grandiosidade do folclore e lendas da Amazônia. O pajé, que vem do auto do boi do nordeste, se insere no festival entre as danças dos índios, tornando-se um dos pontos mais esperados da apresentação, ressuscitando o boi.

Há ainda as tribos indígenas, com suas ricas fantasias e coreografias que representam os agrupamentos nativos da Amazônia. Em cena, dependendo do local da apresentação, há ainda os bonecos gigantes, cobras e animais da selva, representando as figuras encontradas nas lendas amazônicas, com seus movimentos típicos e harmoniosos. 

Há na disputa a presença de jurados, a torcida ou a galera do boi.

Uma curiosidade: um torcedor de um boi jamais fala o nome do outro boi referindo-se ao seu opositor pela palavra “contrário”. Mesmo nesta típica disputa entre os dois, são proibidas vaias, palmas, ou quaisquer demonstrações de animosidade quando o “contrário” se apresenta.

O Festival Folclórico de Parintins ocorre no mês de junho, começando no dia 24, dia de São João, e vai até o fim do mês.

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Textos: OPY Comunicação Integrada
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Imigrantes do Brasil: Lituanos

Imigrantes do Brasil: Lituanos

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Ilustração “Lituanos”, da série “Imigrantes do Brasil”.
Copyright Lu Paternostro. Proibida cópia, uso ou reprodução desta imagem sem a autorização da artista.

Lituanos

Localizada no norte da Europa, tem litoral no Mar Báltico. É um país encanta a todos por suas incríveis paisagens, ilhas de castelos, construções medievais, bosques, rios, lagos, paisagens que parecem de contos de fadas!   

Uma nação de cultura muito rica, a preservação da arquitetura barroca em sua capital, seus museus, igrejas, festivais de teatro e música, fazem parte da tradição do maior país entre os países bálticos. Porém, a Lituânia passou por sérias dificuldades, o que acabou gerando uma imigração dos lituanos para outros países, dentre eles o Brasil.

O primeiro registro da presença de um cidadão lituano no Brasil, data de 1886. Trata-se do coronel Andrius Visteliauskas, que auxiliou o Exército Brasileiro durante a Guerra do Paraguai. 

O primeiro grupo de lituanos chegou ao Brasil entre 1888 e 1890, e se dirigiram para o Rio Grande do Sul, em Ijuí, uma cidade que recebeu além dos lituanos, poloneses, alemães, austríacos, italianos, suíços, tchecos entre outros, tornando-se uma prospera cidade para os padrões da época.

Em 1923, após uma divulgação feita por agentes brasileiros na Lituânia, o Brasil atraiu uma leva maior de cidadãos lituanos interessados em emigrar. De acordo com os registros do governo brasileiro, 6 mil imigrantes chegaram a São Paulo nessa época, para trabalhar nas lavouras de café, algodão e cana de açúcar do interior do Estado, principalmente nas cidades de Ribeirão Preto, Araraquara, Colina e Barão de Antonina. Vieram atraídos pelas promessas de trabalho e de terras baratas para cultivo. Porém muitos se estabeleceram na cidade de São Paulo, indo trabalhar como operários, em indústrias no bairro da Mooca. Alguns trabalharam, na construção da Estrada de Ferro Sorocabana. Concentraram-se nos bairros da Mooca, Bom Retiro, Vila Anastácio, Vila Bela, na capital.  

Em 1926, o estado do Rio de Janeiro também recebeu algumas centenas de lituanos que se instalaram no município de Caxias e na então Capital Federal. Dedicaram-se ao comércio, à indústria e à arte, tornando-se fundadores de fábricas, bares, restaurantes, mercearias. Após 1940, devido às restrições impostas aos estrangeiros pelo presidente Getúlio Vargas, e também em reflexo da ocupação soviética da Lituânia em 1944, a comunidade entrou em declínio.

A maioria dos lituanos vindos naquele período acabou abandonando ou fugindo das fazendas de café em busca de trabalho na indústria paulista, empolgados com as notícias que recebiam daqueles que residiam em São Paulo.

A cidade de São Paulo é a segunda maior colônia de lituanos do mundo, atrás somente da cidade de Chicago, nos Estados Unidos. A imigração lituana para o estado de São Paulo ocorreu em três fases. A primeira, de 1926 a 1929, foi composta por camponeses. Em meados de 1930, veio uma leva constituída de operários e trabalhadores com alguma qualificação profissional e, após a II Guerra Mundial, a terceira leva, vieram fugidos do regime comunista da União Soviética.

Naquela época, os lituanos que se concentravam na Mooca, Bom Retiro, Vila Anastácio, Vila Bela, Santo André reuniam-se na igreja Santo Antônio do Pari, onde as celebrações religiosas eram realizadas pelo padre Benediktas Sugintas. Padre Bento, como era chamado, chegou em 28 de janeiro de 1931, com 36 anos de idade, vindo a se instalar nessa igreja. Conseguiu arregimentar a comunidade para construir a primeira igreja da comunidade lituana em São Paulo, registrando em 17 de outubro de 1931, sob o número 323, no 1º Registro de Títulos e Documentos, o estatuto da Comunidade Lituana Católica Romana de São José.

Em 1927, no bairro da Vila Zelina, também na cidade de São Paulo, chegaram várias famílias lituanas, hoje considerado núcleo de uma comunidade de descendentes de lituanos. Pelo fato dos lituanos serem em sua maioria católicos, e alguns luteranos, a Igreja de São José foi construída com o capital dos imigrantes lituanos, e exerceu um papel importante para a comunidade, por se tornar um espaço social, onde se mantinha os costumes e as tradições dos lituanos, bem as reuniões que faziam para saber notícias de algum parente que estava na Lituânia, na época sob o controle da União Soviética. Hoje mais de 7.000 habitantes, a maioria filhos e netos destes imigrantes, moram na região.

Em frente à igreja foi criada a Praça República Lituana, em 1976, onde foi edificado o Monumento à Liberdade, em 1982, um marco comemorativo do cinquentenário da imigração (1926-76). Na praça realizam-se todos os anos, um ato cívico, precedido de missa e apresentação de danças folclóricas para comemorar o dia da Lituânia, a 16 de fevereiro.

Gastronomia.

A gastronomia Lituânia é adaptada para o clima frio da Europa. Utiliza ingredientes como a cevada, a batata, o centeio, a beterraba, verduras de folhas verdes e os cogumelos, que crescem em abundância nos seus bosques. A culinária tem influência, dente outros países, da Polônia, Alemanha e dos judeus asquenazi.  

A culinária lituana é bastante conhecida em regiões do sul do Brasil, colonizadas pelos imigrantes polacos e ucranianos, principalmente no Paraná, em restaurantes típicos, em barracas nas feiras de rua de Curitiba e em diversos municípios do estado do Paraná como Ponta Grossa, Irati, Prudentópolis, Araucária, Contenda, Ariranha do Ivaí, Mallet, Tijucas do Sul, Rio Negro, São João do Triunfo, São Mateus do Sul, União da Vitória, Canoinhas, Rio Azul.  No estado de Santa Catarina temos as cidades de Papanduva, Mafra, Rio Negrinho, Itaiópolis e o estado do Rio Grande do Sul, a cidade de Áurea, considerada a “Capital Polonesa dos Gaúchos”.

Alguns exemplos de comidas são o Saltibarsciai, sopa fria de beterraba fria com creme de leite e ovos cozidos; o Kugelis, torta de batata, comida nos lares lituanos; os Pieroji, pastéis cozidos de origem polonesa; as sardinhas curtidas em salmoura; pepinos azedos; o Virtiniai, ravióli lituano recheado com carne ou queijo; a tradicional e exótica Koshilenai, geleia feita de carnes de porco e boi, guarnecida com mostarda escura e pão francês; a sardinha enrolada na cebola curtida para comer com pão preto Falšyvas Zuikis ou bolo de carne e a Obuoliu Pyragas ou a torta de maçã.

Quanto às bebidas encontramos Lietuva Sour, uma bebida feita a base de licor de mel, o Krupnikas, limão e água tônica.

Cultura, danças e artesanato

Na Lituânia festeja-se com muita alegria a Páscoa ou o Velykos, o Domingo de Ramos ou o Verbu Sekmadienis, a Gavenia ou Quaresma, o Natal ou Kaledos, o Naujuju Metu ou Ano Novo e no dia 23 de abril, a Festa de São Jorge ou o ano novo dos lavradores.

No artesanato legítimo do leste europeu, mais especificamente da Ucrânia, encontramos as Matrioskas russas, um brinquedo tradicional da Rússia, constituída de uma série de bonecas, que são colocadas uma dentro da outra; as porcelanas decoradas com motivos ucranianos e as Pêssankas ou Marguciai, ovos decorados de forma majestosa, com motivos simbólicos de paz e boa sorte, para dar de presente por ocasião da Páscoa na Ucrânia.

A dança é considerada como algo da essencial para os lituanos. Geralmente representam o dia-a-dia do povo e, por se tratar de um país essencialmente agrícola, elas estão muito relacionadas às atividades do campo, desde a atividade pastoril, até as ações relativas à plantação como o ato de arar, semear, regar, a colheita, a chegada da primavera, a variedade de grãos e festas para agradecer a fartura; aos trabalhos da colheita que preparam o fio para tecer, colocam-no na roca, o trabalho nos teares manuais e industriais. Representa-se o cruzamento dos fios, os giros dos carretéis e das engrenagens do tear ou o funcionamento dos moinhos de água e vento.

O grupo Rambynas é um grupo de danças tradicionais da Lituânia, que tem a missão de manter e divulgar a tradição do país no Brasil.

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Tradições Gaúchas: A Lenda da Teniaguá

Tradições Gaúchas: A Lenda da Teniaguá

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Ilustração “A Lenda da Teniaguá”, da série “Tradições Gaúchas”.
Copyright Lu Paternostro. Proibida cópia, uso ou reprodução desta imagem sem a autorização da artista.

Eu vou contar para vocês uma história diferente
Que de tão incrível virou lenda
E até hoje lá no sul o povo conta para a gente
E o cantador emenda
Um sacristão lá da igreja que ficava de bobeira
Sentado olhando o rio passar
Um dia notou algo diferente
A água “tava” fervente começando a borbulhar:
“Meu deus, o que é isto dentro do rio? É um clarão, e vem na minha direção!”
Muito assustado o sacristão caiu de lado
Vendo o ser iluminado disparar seu coração
Valha-me deus, nossa senhora! É o tal lagarto com a pedra preciosa na cabeça!
Contam as velhas histórias que há muito tempo começou a fama do lagarto Teiniaguá,
Diziam que quem o aprisionasse acharia um tesouro, o mais lindo tesouro que há,
Eram riquezas ocultas dentro de uma caverna, chamada Salamanca lá na Serra do Jarau
Passado o susto o sacristão pegou o bicho
Levou pra casa, tremenda confusão
Foi quando viu estupefato num delírio
O lagarto virar um mulherão
Era a verdadeira deusa da beleza
Cheia de encantos coisa e tal
Que aprisionada no corpo do lagarto
Guardava o tesouro da Salamanca do Jarau
Cuidado sacristão, essa mulher é o pecado encarnado! Esse coisa do diabo!
Seduzido pelo luxo e riqueza
Encantos e belezas começou a vacilar
E cegamente apaixonado jurou amor eterno
E fale quem quiser falar
E eram tantos seus pecados que os padres das paróquias
Já não puderam perdoar
Pobre sacristão, foi condenado!
No dia marcado pra sua morte, um trovão bem forte, para sua sorte, fez o céu estremecer
O dia de repente virou noite e de dentro do rio surgiu de novo o teniaguá
O brilho de sua pedra cegou todos os homens e o povo com medo fugiu
Livres, os dois subiram a serra do Jarau, e no caminho, o sacristão olhando aquela formosura de lagarto disse:
É lagarto, tu me ensinas a fazer “lenda” que eu te ensino a namorar.
E até hoje diz a lenda ainda vivem na colina
Os dois deixando o tempo passar
Guardando um tesouro precioso
Um romance sem igual na Salamanca do Jarau
O lagarto que era o tal da Salamanca do Jarau
UAU!
O progresso me dá liberdade de compor versos estilizados
Me proponho a cantar as raízes e as relíquias dos antepassados
Tradição para o leigo é grossura a cultura enriquece o estado
Só me resta dizer aos amigos o Rio Grande vai bem obrigado

 “A Salamanca do Jarau”
Fernanda Lima

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A Lenda da Teiniaguá ou Salamanca do Jarau

Típica das tradições gaúchas, a lenda da Teiniaguá ou Salamanca do Jarau, de origem espanhola, está repleta de elementos que refletem a formação do povo gaúcho, produto de complexa inter-relação entre o europeu, o oriental, ou o mouro, e o povo indígena. 

Em seu livro “Lendas do Sul” (1913), a fábula é recontada por João Simões Lopes Neto (1865-1916), um contador de lendas e estórias que, através de seu narrador protagonista Blau Nunes, que ouvia as histórias contadas por sua avó charrua, tribo indígena que habitava o estado do Rio Grande do Sul, Uruguai e Argentina e que fora dizimada pela colonização espanhola.

Nela temos inúmeros elementos integrando-se de forma dinâmica como a citação de Salamanca, uma das cidades da Espanha mais ricas em monumentos da Idade Média e Renascimento, trazendo a tradição de lendas e histórias antigas, representando a mescla cristão-árabe, cheia de misticismo, milagres, feitiços, escolas de magia. No seu livro, Lopes Neto a utiliza como uma denominação para as cavernas encantadas encontradas na América.

Encantadoras e personagem principal, as princesas mouras, são originalmente relacionadas a magia e encantamento nas histórias das tradições árabes, o que reforça a presença do povo islâmico. A citação à cultura indígena é representada no Diabo Vermelho, o Anhangá-Pitã, que transforma a linda princesa moura numa lagartixa ou salamandra, destinada a viver aprisionada numa lagoa, no Cerro do Jarau, uma formação rochosa de grande valor arqueológico, localizada no município de Quaraí, no estado do Rio Grande do Sul.

Outra personagem de importância é o sacristão, descendente de espanhóis jesuítas, que se apaixona pela princesa árabe, um amor proibido pela Igreja Católica. 

A lenda da Teiniaguá ou a Salamanca do Jarau “busca a composição étnica, histórica – e por que não dizer – até mesmo antropológica da civilização gaúcha, através de seus tipos principais, representados cada qual por uma narrativa: o índio, o árabe e o espanhol, o português e o negro (HOHLFELDT, 1996, p. 47).

A Lenda

Resumindo em uma das formas de se contar, a lenda é mais ou menos assim:

Conta a lenda que um sacristão da igreja de São Tomé, num dia de muito calor, e indo se refrescar numa lagoa, se depara com a Teiniaguá, uma princesa moura que foi transformada numa lagartixa com uma pedra reluzente na cabeça, pelo demônio vermelho, o Anhangá-Pitã. Ele sabia que o homem que a encontrasse ficaria rico para sempre.

O sacristão pega a lagartixa e a leva para sua casa. À noite, como rezava a lenda, a lagartixa se transformou numa belíssima princesa de lábios vermelhos, muito sedutora, que pediu vinho ao sacristão.

O homem, levado pelos seus encantos, rouba o vinho santo da igreja, se delicia com a moça e embriaga. É encontrado neste deplorável estado e preso pelos padres. A princesa volta a se tornar lagartixa e foge.

O sacristão, então, é sentenciado, mas no momento de sua morte, a Teiniaguá reaparece, singrando pela terra profunda, e o captura, levando-o para a Salamanca do Jarau, uma gruta profunda e encantada. O mantem como prisioneiro.

Passados 200 anos, um cavaleiro corajoso, que já conhecia a estória da Teiniaguá, estória contada por sua avó, uma índia charrua, enfrenta os sete desafios corajosamente chegando até a gruta. Lá se depara com a salamandra encantada, que o alerta de seu prêmio. Mas o cavaleiro não aceita e a salamandra fica desolada, pois sabia que para se livrar do encantamento o cavaleiro precisava aceitar uma coisa que desistiria depois. 

O velho sacerdote então, oferece a moeda de ouro mágica de uma outra forma e o cavaleiro, para não fazer desfeita, a põe em seu bolso e vai embora.

Quando chega em sua terra, viu que a moeda de ouro que se multiplicava conforme ia usando, o deixara muito rico, mas com muitas desgraceiras no seu caminho.

Voltou à caverna e devolveu a moeda.

Neste momento um clarão mágico acontece e tanto a lagartixa, como o velho sacerdote prisioneiro são libertados do feitiço e tornam-se um casal de jovens e felizes. 

Casam-se, formando a partir daí toda a descendência do povo gaúcho.

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Textos: OPY Comunicação Integrada
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Tradições Gaúchas: Dança dos Facões

Tradições Gaúchas: Dança dos Facões

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Ilustração “Dança dos Facões”, da série “Tradições Gaúchas”.
Copyright Lu Paternostro. Proibida cópia, uso ou reprodução desta imagem sem a autorização da artista.

“Agradeço aos fãs que eu tenho pois aplaudem as façanhas que faço
Sou vaqueano na lida de campo e um taura num tiro de laço
Aprendi a tocar e cantar e também dividir no compasso
E o fole que vai e que vem eu domino na força do braço
(A essência nativa da terra simboliza grandeza e valor
Me orgulha cantar o Rio Grande com carinho, civismo e amor) Bis
Sou um simples tropeiro de rimas extraídas da inspiração
Eu preservo o valor do passado de bombacha e de gaita na mão
Admiro os costumes antigos recordar é viver emoção
Nos fandangos transmito alegria alma xucra da minha canção
O progresso me dá liberdade de compor versos estilizados
Me proponho a cantar as raízes e as relíquias dos antepassados
Tradição para o leigo é grossura a cultura enriquece o estado
Só me resta dizer aos amigos o Rio Grande vai bem, obrigado!”

 “Tropeiro de Rimas”
Os Serranos

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A Dança dos Facões

As danças fazem parte integrante da cultura de um país, de um povo.  A dança dos facões é uma dança típica e muito popular no Rio Grande do Sul, tradicionalmente apresentada por pares ou por grupos de homens, que executam complexos movimentos com dois facões, um em cada mão.

Parece que tem suas origens distante, nas danças de esgrima, vindas da Europa Oriental, da Ásia e África Mulçumana. Os portugueses e espanhóis que vieram para o Rio Grande do Sul, trouxeram em sua bagagem uma carga cultural repleta de influência dos árabes. Existe uma dança egípcia, a tahtib, que provem dos pastores onde homens com cajados, dançam com saltos e sapateios semelhantes aos feitos na coreografia da dança dos facões. Por isso a suspeita de sua origem vir destas regiões orientais.

Representam entreveros entre gaúchos, as lutas territoriais, lutas por divisas, temas que formam a coreografia da dança. Algumas versões tem um caráter dramático, onde os dançarinos encenam enredos que representam a realidade do campo e suas desavenças, mas são mal interpretações da dança original, podendo fugir de sua tradição ou da arte genuinamente folclórica e original. 

Os facões são instrumentos de trabalho e fazem parte da vida no campo do gaúcho. Nas mãos dos habilidosos dançarinos, eles fazem evoluções em movimentos coordenados, rápidos, ágeis e que reproduzem as ações de luta, ataque, contra-ataque, defesa. A dança é feita com facões verdadeiro e bem afiados, o que vai exigir muito cuidado por parte do dançarino.

Através dos movimentos de passar de um facão por entre as pernas, de uma mão para a outra, sapateando em complexos movimentos, interligando-se uns aos outros, batendo seus facões com tamanha força que chegam a soltar faíscas.

A dança pode variar entre movimentos mais cadenciados até rápidos, que desafiam a coordenação motora e reflexo dos participantes. Os sapateados vigorosos e fortes de algumas coreografias, exige bastante esforço dos dançarinos, chegando a ser um desafio, tendo um caráter de audácia e coragem.

Esta dança foi pesquisada em 1957 e executada antigamente no roteiro dos caminhos das tropas, dos tropeiros.

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Tradições Gaúchas: A Lenda de São Sepé

Tradições Gaúchas: A Lenda de São Sepé

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Ilustração “A Lenda de São Sepé”, da série “Tradições Gaúchas”.
Copyright Lu Paternostro. Proibida cópia, uso ou reprodução desta imagem sem a autorização da artista.

Nem bem clareia já me
encontro chimarreando
Ao pé do fogo que
aquenta as madrugadas
Daqui um poquito o sol
desponta no horizonte
“Tô desde ontonte co’as
idéia engarrafada
Pra o parapeito do galpão
arrasto as “garra”
Bucal na mão vo
“tiflando” pra mangueira
Meu sestrosa me
cuidando a matungada
Vem da invernada e
fica “flor de caborteira”
Mas que me importa
pois me levantei aluado
Cano virado das minhas
botas garroneiras
Toda segunda tem bagual
de lombo inchado
Adivinhando que passei
de “borracheira”
Junto as “argola” do
cinchão no osso do peito
“precuro” um jeito
busco a volta e me enforquilho
Depois que “munto” e
atiro o “caixão” pra trás
Só Deus com um gancho
pra me “saca” do lombilho
Me dá vontade de “prende”
o buçal na cara
Deste picaço que
esqueceu como se forma
Mas eu garanto que
embaixo dos meus “arreio”
Conhece o ferio e aprende
a “respeitá as norma”
Pego-lhe o grito
“tacho os ferro” na paleta
De boca aberta o
queixo-roxo vende garra
Lida baguala que
em muitos mete medo
Meu xucro ofício que
por vício eu fiz de farra.    

“Um Canto A Tiaraju”
Jorge Freitas

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A Lenda de São Sepé (Sepé Tiaraju)

Sepé Tiaraju é um índio missioneiro valente e forte, que se tornou líder guarani no século XVIII. Guerreiro, assumiu a defesa do seu território na guerra contra a Espanha e Portugal.

Nas planícies férteis do sul do Brasil, mais precisamente as fronteiras oeste do estado do Rio Grande do Sul, eram muito cobiçadas por suas terras verdes e muito férteis. Neste local, na época das Missões Jesuíticas de catequização dos índios, os padres viviam em paz com os guaranis. Formou-se uma sociedade harmônica, próspera, igualitária, fraternal, onde os índios aprendiam a fazer e a tocar instrumentos, construir em sociedade, viver em sintonia com a natureza.

Toda essa liberdade dos índios e padres jesuítas nas terras tão ricas, atiçou a cobiça dos colonizadores brancos. Com os olhares fixos sobre a região, e com o Tratado de Madri, Portugal cedia à Espanha a Colônia de Sacramento, no Uruguai, e a Espanha entregava aos portugueses as terras onde estavam situados os 7 Povos das Missões, as reduções consideradas mais populosas e ricas.

Nesta ganaciosa divisão, os guaranis tinham de abandonar suas terras com os bens que pudessem carregar, para o outro lado do Rio da Prata, deixando seus templos, lavouras, suas casas. Os guaranis não aceitaram. Resolveram defender seu território.

Portugal e Espanha se unem para fazer valer seu novo trato, mas os Guaranis resolvem resistir fortemente. Logo, os colonizadores foram seguidos pelos Guaranis da redução de São Miguel, chefiados pelo corregedor Sepé Tiaraju, líder do exército Guarani.

Diziam que era predestinado por Deus, pois havia nascido com uma cicatriz em sua testa que tinha o formato de uma lua. Durante o dia parecia algo comum, mas a noite ou em pleno combate, o lunar brilhava, guiando, assim, os soldados missioneiros. Isso o torna um ser único e celestial.

Os padres, pressionados pelas cortes reais por deixarem os índios serem tão teimosos e desobedientes, tentaram fazer com que desistissem desse enfrentamento, fazendo-os acreditar que eram fracos e pouco equipados para lutar contra as armas poderosas dos brancos europeus. Mas os índios, definitivamente, não aceitaram tal imposição e tocaram em frente, combatendo contra aqueles que para eles eram os intrusos em suas terras sagradas, os colonizadores brancos. 

É de Sepé a frase: “Esta terra é nossa! Nós a recebemos de Deus e do arcanjo São Miguel. Somente eles nos podem deserdar! ”

Atacado pelos portugueses ao norte e pelos castelhanos ao sul, ao Guaranis resistiram durante anos até a batalha de Caiboaté, em 1756, onde morreu em combate, Sepé Tiaraju

Conta a lenda que a cicatriz em forma de lua que Sepé tinha na testa, depois da sua morte, se projetou em forma de estrelas e criou o Cruzeiro do Sul para ser o guia de todos os gaúchos. 

“O mito de Sepé Tiaraju, como herói nacional, passou a pertencer, efetivamente, ao conjunto de elementos… para a formação da identidade e representação do gaúcho, a partir do século XX, quando Simões Lopes Neto publicou o poema Lunar de Sepé, em Lendas do Sul (1913).” (NUNES, 2014)

Sua lenda perpetuou-se por todo o estado do Rio Grande do Sul, tornando um herói popular para seu povo. Graças a ele o tesouro guarani ainda está lá e a lembrança de sua luta habita os corações de seus descendentes.

O povo da região das Missões guarda a memória de Sepé Tiaraju como um santo que morreu como um mártir. Há uma cidade em homenagem a ele, a cidade de São Sepé, localizada no Rio Grande do Sul.

Sepé Tiaraju ou São Sepé cada vez mais revive hoje na mente e nas ações de todos aqueles que buscam uma forma melhor de viver, uma Pátria mais fraterna, uma Terra sem Males. Tornou-se um símbolo de resistência e de não aceitação de uma sociedade medíocre, preconceituosa, gananciosa.

Sepé Tiaraju é considerado um dos maiores heróis brasileiros.

No dia 3 de novembro de 2005, o estado do Rio Grande do Sul o considera Herói Guarani Missioneiro Rio-grandense. Em 2009 Sepé Tiaraju foi inscrito no Livro dos Heróis da Pátria.

No dia 7 de fevereiro de 2015, comemora-se 259 anos da morte de Sepé Tiaraju.

Textos: OPY Comunicação Integrada
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