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Ilustração “Armênios”, da série “Imigrantes do Brasil”.
Copyright Lu Paternostro. Proibida cópia, uso ou reprodução desta imagem sem a autorização da artista.

Armênios

A Arménia é um país sem costa marítima, localizado na região da Transcaucásia e tem como capital, Erevã. Faz fronteira com a Turquia a oeste, Geórgia a norte, Azerbaijão a leste, e com o Irão e o enclave de Nakhchivan (pertencente ao Azerbaijão) ao sul. Apesar de geograficamente estar inteiramente localizada na Ásia, a Armênia possui extensas relações sociopolíticas e culturais com a Europa. O país recebeu influência de todos os países vizinhos.

Os armênios têm sua própria língua e alfabeto, que consiste em 38 letras, duas delas adicionadas durante o período ciliciano. 96% da população fala o idioma armênio e cerca de 75,8% fala também o russo, mas o inglês vem, cada vez mais, ganhando espaço entre a população.

Em 1915, mais de um milhão e meio de armênios são assassinados, mais precisamente degolados, num assassinato em massa cometido pelo Império Otomano. Esse episódio é negado até hoje pela República da Turquia. Este massacre foi considerado o primeiro genocídio do século XX. Até hoje a memória do Genocídio Armênio é relembrada no dia 24 de abril pelas comunidades Armênias do mundo todo, inclusive aqui no Brasil.

Os sobreviventes do massacre refugiaram-se na Síria, Egito, Chipre, Iraque, Grécia e Líbano, na época, território francês. Durante toda a década de 1920, os armênios emigraram, em massa, para várias partes do mundo sendo, em maior número para Europa, América do Norte e América do Sul. Era a Diáspora Armênia.

No Brasil acabaram indo para a cidade de Porto Alegre, no estado do Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, mas a maioria veio para a cidade de São Paulo, onde mais de 40 mil descendentes se estabeleceram. Na cidade de São Paulo muitos foram para a cidade de Osasco, outros para a cidade de Presidente Altino, afim de trabalhar na Cerâmica Hervy e no Frigorífico Wilson. Porém grande parte ficou na região central, próximo ao Mercado Municipal. Chegavam sem emprego e se viraram nas suas, vendendo como mascates, camelôs, em feiras. Muitos tornaram-se comerciantes e, posteriormente, grandes industriais. Na cidade de Osasco foi criada a “CAO – Comunidade Armênia de Osasco”. Em homenagem a esta etnia, ainda em São Paulo, existe a Estação Armênia do Metrô e um portal na web, o “Portal da Estação Armênia”, com notícias da comunidade, cultura, rádios, etc.

Por conta da geografia e história, a culinária Armênia é representada pela culinária mediterrânea e caucasiana, com fortes influências da Europa Oriental e do Oriente Médio, portanto influenciadas por seus países vizinhos.

Caracteriza-se pelos recheios, purês e coberturas na preparação de um grande número de carnes, peixes e legumes. Podemos encontrar muitos pratos da culinária árabe como as esfirras abertas de carne, esfirras fechadas de queijo, abobrinhas e berinjelas recheadas, os rolinhos de folha de uva, o quibe, a qualhada seca. O café árabe também é tomado na comunidade.

A Basturma, é um símbolo da gastronomia Armênia, uma carne de vaca seca ao sol, prensada, envolvida por condimentos. Ela foi criada quando, nos primórdios da civilização, os guerreiros e viajantes penduravam um pedaço de carne salgada no lombo dos cavalos para secar e conservar por longos períodos. Existem aproximadamente 23 tipos de Basturma feito com cavalo, carneiro, cabrito e aves em geral, entre outros. A peça fica parecida com um presunto cru e é comida em laminas fatiadas muito finas, quase transparentes. Na tradição armênia é consumido com ovos

A Sujuk é uma linguiça de carne de vaca também seca e picante, com temperos como cominho, pimenta vermelha e outros. Come-se como um salame, em fatias finas.

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Textos: OPY Comunicação Integrada
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