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Ilustração “Os Bois de Manaus”, da série “Manifestações da Cultura Brasileira. 
Copyright Lu Paternostro. Proibida cópia, uso ou reprodução desta imagem sem a autorização da artista.

É com o brilho da lua
Que o meu boi vai brincar
Com todas bonitas
E o povão a cantar

E a magia da floresta
O toque gostoso
Do meu boi bumbá

Boi Caprichoso vai remexer

O coração da galera azul e branca
Olé, olé, olá
Caprichoso acabou de chegar!

A Magia Da Floresta
Boi Caprichoso

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Eu irei, Andirá
Pelo rio Marau navegar
Garantido faz festa na ilha
Minha tribo eu quero levar

Eu vou que vou
Vou numa boa
Não tem despesa eu viajo de canoa
E já me vou é piracema
O meu hotel é de fazenda em fazenda

Eu irei, Andirá
Pelo rio Marau navegar
Garantido faz festa na ilha
Minha tribo eu quero levar

Vou viajando
Na pororoca não faço força
A correnteza me reboca
Vou ver meu boi
Boi Garantido
Ele é o mais lindo é o mais brioso
O mais querido

Eu irei, Andirá
Pelo rio Marau navegar
Garantido faz festa na ilha
Minha tribo eu quero levar

Andirá
Boi Garantido

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Boi de Parintins

O Festival Folclórico de Parintins, conhecido no mundo todo como uma das maiores celebrações culturais da América Latina, acontece no mês de junho, na cidade de Parintins, no estado do Amazonas.

O festival é uma grande festa popular, que acontece na última semana de junho, onde o ponto culminante é a disputa entre os dois bois folclóricos: o Boi Garantido, com as cores vermelho e branco, leva um coração na testa, e o Boi Caprichoso, com suas cores azul e branco, carrega na testa uma estrela como símbolo.

Uma curiosidade: um torcedor de um boi jamais fala o nome do outro boi referindo-se ao seu opositor pela palavra “contrário”.  

O Festival Folclórico de Parintins ocorre no mês de junho, começando no dia 24, dia de São João, e vai até o fim do mês.

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O Festival Folclórico de Parintins, conhecido no mundo todo como uma das maiores celebrações culturais da América Latina, acontece no mês de junho, na cidade de Parintins, no estado do Amazonas.

O festival é uma grande festa popular, que acontece na última semana de junho, onde o ponto culminante é a disputa entre os dois bois folclóricos: o Boi Garantido, com as cores vermelho e branco, leva um coração na testa, e o Boi Caprichoso, com suas cores azul e branco, carrega na testa uma estrela como símbolo.

Ao boi Garantido foram atribuídos muitos nomes carinhosos como “Boi da Promessa”, “Boi do Coração”, “Brinquedo de São João”, “Boi do Povão” e outros. O mais popular é “Brinquedo de São João”, de autoria de Lindolfo Monteverde, criador do boi. Lindolfo deu o nome de Garantido, pois dizia que nas brigas com os “contrários” seu boi nunca quebrava, “isso era garantido”.

O Caprichoso é considerado o “Guardião da Floresta”, do imaginário das lendas caboclas e dos povos indígenas. O seu nome representa as pessoas cheias de capricho, trabalho e honestidade. O Caprichoso seria um personagem extravagante e primoroso em sua arte.

A origem dos bois é controversa, pois até neste aspecto eles disputam, brigando para que um tenha sido criado antes do outro. Sabe-se que a brincadeira vem evoluindo desde o início dos anos 1900 e que em 1965 aconteceu o primeiro Festival Folclórico de Parintins, mas sem a participação dos bumbás. Porém a primeira disputa acontece no ano seguinte, perpetuando-se até os dias de hoje.

O festival é repleto de personagens, figuras gigantes e coreografias com muitos participantes e acontece num cenário grandioso, repleto de luzes teatrais, fogos de artifícios, efeitos especiais que atraem pessoas de todos os lugares do mundo.

Os personagens que fazem parte do festival são, em primeiro lugar, o próprio Boi Bumbá Evolução, o motivo de ser do festival. Esta figura tem de ser bem feita, ter leveza e os movimentos bem próximos de um boi real. A pessoa que o comanda e o produz é o Tripa ou Miolo do Boi.

 Junto ao boi encontramos o Apresentador, o mestre de cerimônias, que conduz o espetáculo e como narrador, faz a introdução às lendas e chama o boi; o Levantador de Toadas que, com sua voz vibrante e afinada, tem a missão de levar a toada durante toda a apresentação; o Amo do Boi, dono da fazenda, com seu berrante, chama o boi para bailar; a Sinhazinha da Fazenda, filha do amo do boi, que dança com graça saudando-o, com suas roupas exuberantes que representam a riqueza das sinhás dos tempos coloniais. Também temos a Cunha-Poranga, a mulher mais bela da tribo, uma entidade que representa a garra e o mistério das lendárias amazonas; a Porta-Estandarte, a personagem responsável por conduzir o símbolo dos bois em movimento. Ela deve ter vontade, alegria e desenvoltura na forma de girar, segurar o símbolo e dançar. Ele é a Rainha do Folclore que, com força mágica e sua rica indumentária, representa a beleza e grandiosidade do folclore e lendas da Amazônia. O pajé, que vem do auto do boi do nordeste, se insere no festival entre as danças dos índios, tornando-se um dos pontos mais esperados da apresentação, ressuscitando o boi.

Há ainda as tribos indígenas, com suas ricas fantasias e coreografias que representam os agrupamentos nativos da Amazônia. Em cena, dependendo do local da apresentação, há ainda os bonecos gigantes, cobras e animais da selva, representando as figuras encontradas nas lendas amazônicas, com seus movimentos típicos e harmoniosos. 

Há na disputa a presença de jurados, a torcida ou a galera do boi.

Uma curiosidade: um torcedor de um boi jamais fala o nome do outro boi referindo-se ao seu opositor pela palavra “contrário”. Mesmo nesta típica disputa entre os dois, são proibidas vaias, palmas, ou quaisquer demonstrações de animosidade quando o “contrário” se apresenta.

O Festival Folclórico de Parintins ocorre no mês de junho, começando no dia 24, dia de São João, e vai até o fim do mês.

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Textos: OPY Comunicação Integrada
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