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Ilustração “Frevo”, da série “Manifestações da Cultura Brasileira.
Copyright Lu Paternostro. Proibida cópia, uso ou reprodução desta imagem sem a autorização da artista.

Lua tão linda, lua, lua, lua de Olinda
O sol abraça Recife tá chegando o carnaval, lua, lua linda

Lua nova que vi e fiquei sem dormir quando lembrei dos olhos dela
Sob os raios de ouro e as estrelas de prata vi teu corpo moreno tremendo de amor
Lembrei do Marco Zero onde ganhei a gata e da gente se amando no escurinho da praça
Mergulhei no meu sonho real fantasia quando o sol despertava e a lua dormia

Lembrei do Marco Zero onde ganhei a gata e da gente se amando no escurinho da praça
Mergulhei no meu sonho real fantasia quando o sol despertava e a lua dormia

Lua tão linda, lua, lua, lua de Olinda
O sol abraça Recife tá chegando o carnaval, lua, lua linda…

Frevo da Lua
Composição de Alceu Valença, Maurício
Oliveira e Gabriel Moura

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Frevo

O frevo nasceu no Estado do Pernambuco, no final do século XIX, no carnaval, e se enraizou nas cidades de Olinda e Recife.

Gênero musical urbano, extremamente acelerado, o frevo tem características de competição desde sua origem.. Haviam agremiações que disputavam entre si com nomes como Pás, Vassourinhas, Empalhadores, Verdureiros, Abanadores. O frevo tem mais de 100 tipos de passos catalogados.

Há três tipos de frevo: o Frevo-de-Rua, o Frevo-de-Bloco e Frevo-Canção,= ou Marcha-Canção. A sombrinha é parte do tradicional adereço dos dançarinos e um dos principais símbolos do carnaval pernambucano.

O Frevo foi inscrito no Livro dos Registros de Bens Imateriais do IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, categorias “Formas de Expressão”, em fevereiro de 2007.

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O frevo nasceu no Estado do Pernambuco, no final do século XIX, no carnaval, e se enraizou nas cidades de Olinda e Recife.

Gênero musical urbano, extremamente acelerado, o frevo tem características de competição desde sua origem. Para José Ramos Tinhorão, outro estudioso do assunto, o frevo é criação de músicos brancos e mulatos, muitos deles instrumentistas de bandas militares, tocadores de marchas e dobrados, ou componentes de grupos especialistas em música de dança do fim do século XIX como polcas, tangos, quadrilhas, schottisch e maxixes.

Haviam agremiações que disputavam entre si com nomes como Pás, Vassourinhas, Empalhadores, Verdureiros, Abanadores.

As bandas militares e suas rivalidades, os escravos recém libertados e capoeiristas iam para as ruas num momento em que as classes populares conquistavam seu espaço nas cidades. Era comum haverem conflitos entre blocos de frevos.

Do repertório variado e eclético desta musica ligeira, feita para o carnaval, nasceram os três tipos de frevo: o Frevo-de-Rua, que não possui letras, feito unicamente para ser dançado, o Frevo-de-Bloco, possivelmente vindo de serenatas feitas por grupo de rapazes munidos de violões, banjos, cavaquinhos, clarinetes, sendo que atualmente as mulheres participam também, e o Frevo-Canção, ou Marcha-Canção, que se parecem muito com as marchinhas de carnaval.

Ao mesmo tempo foram sendo introduzidos os passos, improvisados e criados pelas pessoas que dançavam o frevo, uma liberdade fervorosa. A dança, jogo de braços e de pernas, é atribuída à ginga dos capoeiristas, que defendiam os blocos e contribuíram na criação dos passos. Hoje se pode dizer que o frevo tem mais de 100 tipos de passos catalogados.

Também a dança pode ter duas formas de acontecer: uma quando os dançarinos fazem passos complexos, que exigem flexibilidade e a agilidade de um acrobata, e outra forma é quando o povo dança e participa.

O nome vem de ferver, um ritmo que causa efervescência, agitação, rebuliço e uma aura de muita vivacidade aos seus participantes.

A sombrinha é parte do tradicional adereço dos dançarinos. Sua origem veio dos disfarces que os capoeiristas usavam, pois no início do frevo, a capoeira foi proibida no Brasil. Estar sombrinhas teriam sido usadas como armas de defesa. De início eram guarda-chuvas pretos, velhos esfarrapados ou outro símbolo dos clubes como bengalas ou facões de madeira. Com o tempo, o guarda-chuva foi se modificando, se colorindo, diminuindo e fazendo parte da alegoria da festa, ornamento dos dançarinos e um dos principais símbolos do carnaval pernambucano.

A vestimenta mais característica são, para os homens, camisas mais curtas, justas ou amarradas na cintura, e calças bem apertadas, variando entre abaixo do joelho e acima do tornozelo. Para as mulheres, saias curtíssimas ou fitas que caem como saias, shorts curto por baixo e corpetes ou blusas curtas. Tanto os homens como as mulheres se vestem com roupas de um colorido vivo, muito brilho, que exaltam os movimentos e se destacam aos olhos dos espectadores de qualquer lugar do mundo.

Os passos dos frevos também são outra riqueza inerente a este ritmo. No inicio seus nomes faziam referência ao mundo do trabalho e à profissão de seus participantes como parafuso, dobradiça, locomotiva, ferrolho, tesoura, pontilhado, ponta de pé, além do calcanhar, Saci-Pererê, pernada, com movimentos fortes da capoeira, e o caindo-nas-molas, um passo básico dos dançarinos. 

O Frevo foi inscrito no Livro dos Registros de Bens Imateriais do IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, categorias “Formas de Expressão”, em fevereiro de 2007.

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