Maria Cléia. Coleção: Os Noias

Maria Cléia. Coleção: Os Noias

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Maria Cleia Lu Paternostro. Coleção Os Noias

Pinturas-objetos. “Maria Cléia” (P094)
Técnica mista sobre painel. 30x05x30 cm (CxAxL)
Lu Paternostro


Maria Cléia

Maria é uma mulher que tem seus olhos focados no foco. Sim! Tá legal, não vou falar mais “focados no foco”.

Digamos assim: Ela tem os olhos firmes no que ela quer e acredita.

Ela sabe que só assim seu centro de intenção se ativa e ela realiza o que for preciso, ou enfrenta o que for preciso, mais rapidamente e de forma fluída.

Ela aceita e enfrenta!

Particularmente, gosto muito dela, tornando-se uma das minhas preferidas.

Agora, veja isso: em suas duas orelhas se esconde alguém, um ser brincalhão! Sabia? veja lá!

Imagina o que essa figura pode ser para ela? vai ver que é por isso que ela preza tanto o humor, uma meta eterna no seus dia a dia! 

Tudo em sua volta a espreita. Principalmente as “mesas-olho”, que às vezes parecem tão ameaçadoras, mas que são protetoras de todos nós que estamos próximos delas, mais especialmente, aqueles que confiam no seu poder.

Elas são a essência da Maria. E, assim como nós, ela não as percebe.

Mesmo assim, Maria Cléia, é ajudada de todo forma. A sua eterna coragem atrai consciências de longe, que dão mais força a ela e que a alimentam com mais sentidos para uma nova coragem! Assim ela se sente mais encorajada em ser corajosa! Uma coragem atrás da outra! Um trem de coragemmmm! Chega!

Ela aceita tanto a sua vida que em seu universo, tudo o mais se transforma sempre, forjando seu poder na sua confiança e na confiança de seus protetores amigos.

Emoldurando tudo e toda essa busca, as “mesas-olho” observam e cuidam dela!




Concetona. Coleção: Os Noias

Concetona. Coleção: Os Noias

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Pinturas-objetos. “Concetona” (P095)
Técnica mista sobre painel. 30x05x30 cm(CxAxL)
Lu Paternostro


Concetona

Todos calam sua boca o tempo todo.
E ela sofre!

Ninguém imagina o que é, todos os dias, engolir sua língua vermelha de baba seca!!
Difícil… Ai ela fica assim, porque, se falar, leva! E corre o risco de, um dia, engolir a própria boca também!

Acostumou-se a conversar com seus colares de olhos, que nunca a largam.
Acostumou-se, também, ficar no seu quieto lugar de reflexões mudas e confusas.
Acostumou-se que, para viver melhor, tem de calar a boca com mais frequência.
Acostumou-se que o outro tem uma necessidade imensa de existir mais que ela.

As babas secam.
A língua prende.
Ela se sufoca e chora.
Depois passa.
Mas, seus ouvidos são profusos, enormes e expressivos.
Parecem ter vida própria. Ou se fingem ou se fungam, para não ouvir tanto a palavra EU, um EU que não é dela, mas o EU de tantos que vivem com ela. As bocas alheias, parecem, só falam EU. Só sabem ver seu EU.

Seus olhos são o céu, aquilo que ela sonha sempre: voar!
Seus olhos falam para o mundo e vivem mais além.
No seu silêncio, e dentro deles que voam mais alto, ela se torna mais feliz!

Por isso, tranca sua boca e língua num pequeno armário, e joga a chave no mundo, para o nunca mais.



Merconda Viajora. Coleção: Os Noias

Merconda Viajora. Coleção: Os Noias

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Pinturas-objetos. “Merconda Viajora” (P096)
Técnica mista sobre painel. 30x05x30 cm(CxAxL)
Lu Paternostro


Merconda Viajora

ÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔÔ minha Merconda querida!

Seus cabelos de dedos, contam muito de você!

Sabemos que quer pegar o mundo com suas mãos mentais, mas estes dedos são curtos, não podem pegar nada que seja ou esteja muito mais além deles! Pelo menos é assim que pensa.

Por isso elabora fracassos, sonhos que desvanecem, e tudo gravita somente na sua mente ativa, a construtora de sua prisão perpétua.

Uma pena, pois confiou muito nos dedos, mesmo curtos! Mas não soube ver mais além.

Ela passa dias elaborando e pensando. Adora contar histórias dos objetos e de seus proprietários.

Um dia, se fixou num grupo de balões-ostras, pequenos, duros, e que voavam lentamente. Eram de um amigo distante. Cismou com eles e ficava ranhetando cada vez que os via.

Dizia a todos que se deparou com um bando de objetos estranhos e que eram mal-educados, que não a ouviam e que iam embora quando tentava dar seus inúmeros conselhos a eles. E iam mesmo, porque não gostavam de gente chata como ela. Faziam muito bem!

Mas, com o tempo, Merconda foi se acostumando que, cada vez mais, não mandava em nada, que tudo tem seu ritmo, sentido, vontade próprios e é assim que é. Tem de relaxar disso tudo!

E foi o que fez!

Seus cabelos cresceram, seus dedos mentais, antes curtos, foram indo muito mais longe e ela enfrenta todos os balões-ostras que aparecem, com sabedoria e fluidez.



Benson Jorge. Coleção: Os Noias

Benson Jorge. Coleção: Os Noias

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Pinturas-objetos. “Benson Jorge” (P097)
Técnica mista sobre painel. 30x05x30 cm(CxAxL)
Lu Paternostro


Benson Jorge

Às vezes chamado de Benson, Benson Jorge ou Benson, o Jorge.
Elabora palavras, caladas pela boca sem resposta, mas seus vivos olhos são os seus melhores amigos.  

Convivendo com os homens, ele aprendeu a sorrir fechado, mas com os olhos grandes e bico calado! Por isso não confia em mais ninguém, não se mete com ninguém, mas procura manter sua casa iluminada com seus sonhos bons.

Em sua vida, procurou um sentido para ela, a vida.
Procurou isso em cantinhos diversos, como nas janelas abertas para as ruas, aquelas que davam para ver lá dentro, nem que seja um pouquinho. Mas não encontrou nada.

Espichava seu pescoço quando passava pelas casas antigas que, paradas lá, há tanto tempo, podiam saber de algo, quem sabe! Olhava e tentava ir um pouco mais além do que podia ver de imediato, perguntando às velhas paredes umedecidas, às frestas dos portões, ou mesmo gritando às antigas escadas e sempre passavam, o que é a vida.

Não se continha!
Seu corpo ardia de curiosidade.

Às vezes se pagava olhando através de fechaduras pequeninas, se perguntando baixinho: “Ô meu amigo universo inteligente, que coisa é essa vida que a gente tem aqui pra levar até o fim?”

Sua busca é eterna e continua até que a morte o leve para o grande todo.
Nesta hora, o tal mistério sumirá e os cantos, orifícios, janelas e fechaduras, serão todos um só movimento inteligente!
E ele nem mais se perguntará o que é a Vida.
Ele a viverá, lá!



Cumincho. Coleção: Os Noias

Cumincho. Coleção: Os Noias

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Pinturas-objetos. “Cumincho” (P098)
Técnica mista sobre painel. 30x05x30 cm(CxAxL)
Lu Paternostro


Cumincho

O Cumincho não existe.

Ele é um personagem que vive nos meandros de nossos sonhos, de nossa realidade.
É um menino mágico, que sussurra palavras doces e risonhas, mas só as ouvimos, quando conseguimos ouvi-lo.
Parece que fala da vida, do mundo, sei lá!

O Cumincho é um ser paralelo. E desta forma, cria personagens mais esquisitnhos e verdinhos que ele. Mas, aqueles verdes sapos que vemos pular por aí, não são dele. Eles não existem no mundo dele! São sapos de sapos. Sapos paralelos. Sapos-sonhos. Quando, um dia, morri de sonho, lá encontrei os sapos.

E o Cumincho? Sorrindo para mim.
Aí me perguntei: o que será que ele é?

Uma coisa eu sei: ele vive onde não habitamos: no hoje.
Ele aparece quando estamos, por algum momento, num universo de paz.

E os sapos?, você pode estar se perguntando.
Os sapos são as coisas convictas que achamos que acreditamos que estão, mas não estão aqui!



Horinda Clementine. Coleção: Os Noias

Horinda Clementine. Coleção: Os Noias

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Pinturas-objetos. “Horinda Clementine” (P099)
Técnica mista sobre painel. 30x05x30 cm(CxAxL)
Lu Paternostro


Horinda Clementine

Ela vive no meio de divertidos bobõezinhos coloridos, porém recatados. Um deles tem uma incrível vontade de gritar! E qual será? Todos estão ligados a ela. São suas formas de pensamento, com grandes olhos, que olham para tudo o tempo todo.

Sorriem, dizendo que está tuuuuudo bem! Ela e todos brilham porque estão totalmente conectados com inúmeras outras dimensões.

Tudo nela vibra cor: a as “mesas-olho”, as testemunhas abstratas, que tudo observam!
As mesas são antenas, que voam e giram e captam até o que não vemos!
Os olhos são profundos, vivos e a protegem! Sempre. Até estarem aí.

Se você queimar a tela em que a Horinda mora, você queima todas as mesas-antenas do mundo!
Só se consegue ouvir as “mesas-olho” quando atingimos essas outras dimensões.

Esse movimento intenso e incrível, cria milhões de pequenas e quase transparentes flores, que seguem livres. São vazias, ocas, leves para ir bem loooonge, pelo universo, navegando suaves para outras nações que a podem perceber.
As flores são os elementos que conectam tudo.

E a Clementine?
A Clementine está nos olhos da Horinda, como uma outra pessoa. Seu terceiro olho está no coração. E a Clementine a observa!



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