Universo-Peixe. Caixas de Histórias.

Universo-Peixe. Caixas de Histórias.

Caixas de Histórias da Exposição Histórias do “Universo dos Falantes” de Lu Paternostro.

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Universo-Peixe

Ser, pensar-amar e viver numa bolha, um pequeno e adorável aquário.

Os peixes acreditam que isso é viver. Mas eles vivem, nadando, indo, de lá para cá. Ah, eles nadam em círculos ou em formatos de infinitos oitos.

Ondas? Não, não há … 

Acrescente a este pequeno universo uma TV, álcool, futebol, BBB, novelas, pré conceitos, medos… E tudo ficará mais divertido.

Peixe, mantenha seu olho assim e veja que está tuuudo muito bem no universo-peixe.



Nozinhos do Zero. Caixas de Histórias.

Nozinhos do Zero. Caixas de Histórias.

Caixas de Histórias da Exposição Histórias do “Universo dos Falantes” de Lu Paternostro.

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Nozinhos do Zero

Desenho a consciência como um jorro de carinhas, sem sentimentos e que só observam.

Elas não têm padrão.

São de acordo com as situações.

Um dia, quem sabe, você as ouça agindo. Um lado… Outro lado… parecem todos iguais…. O silêncio das consciências é assim… mudo e igual para tantos



Cabeças que sofrem. Caixas de Histórias.

Cabeças que sofrem. Caixas de Histórias.

Caixas de Histórias da Exposição Histórias do “Universo dos Falantes” de Lu Paternostro.

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Cabeças que sofrem

Meu deus, quantas vozes entram em nossas cabeças falando o que querem, quando querem. Definitivamente pararam de pensar, só falam.

Se não falam, não existem e são impunes neste mundo.

Calá-las em nossas almas é nossa divina obrigação.



Vórtice dos Curiosos. Caixas de Histórias.

Vórtice dos Curiosos. Caixas de Histórias.

Caixas de Histórias da Exposição Histórias do “Universo dos Falantes” de Lu Paternostro.

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Vórtice dos Curiosos

Caí das nuvens, sugada por um furacão.

Entrei por um ralo, sugada por um redemoinho.

Encontrei milhões de cabeças comigo. Todas elas tinham bocas e falavam. Falavam muito.

Entraram todas comigo no vórtice autotélico de cada uma.

Milhões de carinhas em vórtice, num ralo universal!

Uma cena deslumbrante.



Contribuição. Caixas de Histórias.

Contribuição. Caixas de Histórias.

Caixas de Histórias da Exposição Histórias do “Universo dos Falantes” de Lu Paternostro.

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Contribuição

Os sóis brindam flores-ideias.

Compartilha-as com o universo.

E a chuva será feita das pétalas do sol-flor.

Uma chuva que cairá muda.



Buscadores de Contexto. Caixas de Histórias.

Buscadores de Contexto. Caixas de Histórias.

Caixas de Histórias da Exposição Histórias do “Universo dos Falantes” de Lu Paternostro.

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Buscadores de Contexto

Quem busca texto, busca observar a vida com olhos grandes, bem vivos e abertos, pois vai aprender a ver coisas inusitadas acontecendo de forma livre, síncrona, encadeada.

Verá que ao mesmo tempo em que um homem nada contra a maré, dominando-a com sua mente, uma pessoa sussurra infortúnios.

E que no momento em que uma mulher se solta e se gosta, outra está sofrendo com sua garganta amarrada, sem poder cantar. Sua boca é pequena. Travada. Ela é travada.

Poderá ver que um cara nada mais faz do que se angustiar, pois ele tem olhos ligados ao seu cérebro, mas fora dele. e isso o incomoda, pois são olhos verdadeiros. Estes olhos podem ouvir-ver o som que emana de bocas insólitas, em grupo, sem afinação, sem harmonia, mas profundamente influente. Um “nada de bom”.

Observará que aquele tão perto aparentemente, mas longe, mais e mais longe de nós, desenvolve. Tem um ser ligado a ele cujas mãos são ele. A criação destes seres é acessada diretamente. Porém, do outro lado, tem o que puxa para baixo, tudo junto e ao mesmo tempo, numa força oposta que ocorre no campo de batalha que se chama fé. O observador, vê isso.

Seus grandes olhos quando soltos e sentindo a liberdade, encaram com alegria as coisas e aprendem ver de forma nova, identificando um roteiro que já foi ou está sendo escrito.



Alcance Violento. Caixas de Histórias.

Alcance Violento. Caixas de Histórias.

Caixas de Histórias da Exposição Histórias do “Universo dos Falantes” de Lu Paternostro.

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Alcance Violento

A gente faz e repercute.

Se pensamos, repercutimos nossos pensamentos e ideias como as sementinhas que alimentam os matagais.

Brotam cabeças e ideias.

Se fazemos, repercutimos nas vidas nos outros, nos sentimentos.

Se vibramos positivo, conquistamos o mundo!

Nosso alcance, parece que não, mas é violento.



Enroladores dos Distraídos – As Bocas. Caixas de Histórias.

Enroladores dos Distraídos – As Bocas. Caixas de Histórias.

Caixas de Histórias da Exposição Histórias do “Universo dos Falantes” de Lu Paternostro.

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Enroladores dos Distraídos – As Bocas

Meu Deus, você já pensou nas bocas que nos cercam?

Um buraco. Fedido ou cheiroso. Um buraco decorado ou não, sempre cheio de bactérias.

Um buraco digestivo. Um buraco por onde saem as palavras secas e também em forma de canto.

E quando a gente chega, vem a boca dela, falando, falando, falando.

Meus pensamentos embaralham. Já não sei mais aonde estão. Na verdade, não sei mais aonde estou. 

As velhas bocas. Calá-las em nós é nossa divina obrigação.



Observadores Ponderados. Caixas de Histórias.

Observadores Ponderados. Caixas de Histórias.

Caixas de Histórias da Exposição Histórias do “Universo dos Falantes” de Lu Paternostro.

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Observadores Ponderados

Certinhos? Ela se esconde, se enterra.

Corretos demais? Ela perturba e grita.

Isentos de erros? Ela dá para Deus e o mundo.

Perfeitinhos? Ela vomita na sopa.

Corrigidos o tempo todo?  Ela enterra um peixe lá….

Ponderados ao extremo? Ela dá uma banana para eles.



As abelhudas. Caixas de Histórias.

As abelhudas. Caixas de Histórias.

Caixas de Histórias da Exposição Histórias do “Universo dos Falantes” de Lu Paternostro.

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As abelhudas

As abelhudas são pequenas cabecinhas de antenas, que gravitam sobre pequenos tubinhos sinuosos, tubinhos fuxiqueiros. Se enfiam em tudo.

Sempre muito curiosas, vivem abelhando nos cantinhos da vida alheia.

Se você tiver a oportunidade de olhar para dentro de um buraquinho, você talvez as verá.

São atentas e parecem que sabem de tudo.

Depois saem contando para os outros.

Estas são umas abelhudas mesmo!